Por favor, parem

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Por favor, parem de definir o “rolezinho” como fenômeno social. Esse encontro de jovens é uma prática antiga, que sempre existiu. Não é novidade. Não é surpresa. É a realidade nua e crua com um toque de canalhice ideológica. O problema começou com o oportunismo de alguns blogueiros, jornalistas e políticos que adotaram esse evento e o personificaram como movimento social. E é assim que funciona a máquina eleitoral. Uma máquina enferrujada, velha e que presta, na maioria das vezes, um desserviço à sociedade.

Por favor, parem de utilizar o “rolezinho” como bandeira política. Inserir conceitos jurássicos e incoerentes no contexto é cretinice intelectual. Não há luta de classes e racismo. Não há apartheid. O que há, por parte dos shoppings e outros espaços privados, é a cautela ao tentar evitar correrias, algazarras e a baderna em espaços fechados com grande aglomeração de pessoas. Trata-se de prevenção, algo que o Poder Público é incapaz de fazer.

Por favor, parem de dizer que a juventude do “rolezinho” é pobre e não tem acesso ao lazer. Isso é uma falácia! A juventude do “rolezinho” é composta, em grande parte, pela classe média. Usam Nike, Adidas, Oakley e cantam o “funk ostentação”. Materialismo puro. São grandes consumidores e aquecem o comércio.

Por favor, parem de gritar para todos os lados que os shoppings são a causa da pobreza e da marginalização da sociedade. Símbolo de segregação social é a construção de estádios inúteis e colossais com dinheiro público. Desigualdade social é utilizar jatinhos da Força Aérea para satisfazer interesses próprios. Exclusão social é isolar e permitir o caos, bem como o terror nas penitenciárias. Discriminação é esquecer a população carente em hospitais públicos com instalações precárias e levar as velhas ratazanas políticas para tratamentos em hospitais privados de excelência. Preconceito é indicar que a “elite branca” e a “burguesia” são reacionárias, intolerantes e responsáveis pela miséria, pela falta de educação, pela falta de cultura, pela falta de diversão e pela falta de segurança no país.

Por favor, parem.

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