Amores imperfeitos

Amores perfeitos, se existissem, seriam absolutamente chatos e monótonos. É muito fácil amar o que parece perfeito, ou alguém que encaixa com exatidão no quadro de gostos, planos e hábitos. A graça está no diferente. O tédio não resiste aos desafios. O charme do romance está em sua imperfeição. Tentar adaptar-se a paradigmas imutáveis e intocáveis é a verdadeira essência da relação. Muito melhor um “eu te amo apesar de”.

A maior ilusão da vida é a procura, incansável, por aquilo que alguns denominam de alma gêmea. É a fantasia mental de tentar encontrar alguém igual. É algo lunático. Há quem não suporte a si mesmo, mas, mesmo assim, procura com empenho um ser semelhante. É difícil imaginar uma pessoa confusa tentando encontrar outra pessoa confusa. Caos total. Buscar o próprio estado de espírito, as próprias convicções, os próprios sonhos, em outro corpo, é praticamente impossível. Não existem clones. Não adianta sofrer.

Equilíbrio, gentileza, diplomacia e simpatia são elementos nucleares dos amores imperfeitos. Nesse sentido, as mulheres librianas se destacam. São mediadoras por natureza. Conseguem enxergar o lado positivo dentro de um lado negativo. São harmoniosas, tolerantes e comunicativas, mesmo quando há distorções e atritos ao seu redor. Adaptam-se naturalmente às dificuldades. São expoentes na ciência do amor.

E na ciência do amor, mais importante que empenhar-se em descobrir caminhos, sonhos ou costumes similares, é cuidar da paixão. A paixão é o motor do amor. É uma engrenagem complexa e perfeita que precisa de atenção e cuidados especiais constantes. A omissão ou a indiferença podem ser fatais.

Ademais, o jogo de encontros e desencontros na caçada por um ser análogo pode ser cruel e devastador. A criação exagerada de expectativas gera lesões emocionais violentas. Portanto, é mais sadio para o coração descobrir a felicidade nas diferenças do que continuar idealizando e sofrendo com um paraíso amoroso fictício. Amores imperfeitos são mais leves. São cinematográficos e se desenvolvem em câmera lenta. Amores imperfeitos são as cores de qualquer estação.

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5 Comments

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  1. Amei o post ;)

  2. Sou libriana e me encaixo em algumas coisinhas aí.
    Lindo post.

  3. Você como sempre surpreendendo com seus textos bem escritos, parabéns!
    Super identifiquei a Hilvanna aí, e ela também hahahaha.
    Continue escrevendo que você tem futuro :) Beeijo

  4. Olá Louis!!!!
    Será que os amores precisam ser apenas ‘físicos’?
    Estás demonstrando habilmente o amor pela leitura/escrita!
    Há em ti uma sensibilidade no manejo perspicaz que refletes na escolha das palavras mais coerentes a tentar exprimir, em vocábulos da língua pátria, os sentimentos da tua alma!!!! Esta é uma característica de escritor nato!
    Consegues viajar em diversos temas: sentimentos, profissionais, turismo, etc….
    Acredito que está na tua frente um grande amor que deve ser cuidado e explorado cada vez mais com muito carinho – escrever.
    Nada acontece por acaso e os grandes encontros são o que determinam as nossas escolhas.
    Com muito orgulho, Ana :)

  5. Falou tanto das qualidades das librianas e vai casar com uma capricorniana. Coisas da vida! Hahaha

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